Vasculhando algumas coisas, encontrei isso… que triste D:
“Todas as pessoas fazem planos em algum momento da vida, mas as coisas começam a se distorcer no momento em que algo fica fora de controle, e os planos vão mudando de rumo. Nunca pensei em ter algum amor platônico (ou o que quer que isso seja) por alguém depois de “adulta”. Lembro que fui apaixonada pela Paul McCartney aos 8 anos, mas nada sério, apenas algumas choradeiras durante a noite, coisa de criança. Hoje me vejo numa situação confusa a respeito disso, a ponto de perder a noção do que é real e o que não é. Pensar em alguém todos os dias há tanto tempo me faz refletir sobre meus planos novamente, mas logo ponho meus pés no chão e encontro alguma outra coisa não decepcionante para pensar… weird, eu sei. Lembro do sorriso dele, das conversas, das mão delicadas, das risadas, das piadas sem graça, dos minutos que eu esperava até ele aparecer com um sorriso no rosto, enquanto olhava para aquela piscina enorme, todos os dias. Até hoje não consegui desvendar o mistério que se esconde por trás daquela timidez toda, e ainda não sei se esse tal amor platônico existe só pela curiosidade, ou por carinho mesmo. Sei que fui longe, joguei meu amor próprio pela janela, e fiz coisas que me envergonho até hoje, que não me trouxeram nada em troca, nem ao menos alguma informação, apenas algumas risadas e alguns amassos no carro (no sentido literal da coisa). O pior de tudo é que o bom humor e as gentilezas, infelizmente, não são exclusivas. Caí na ilusão de que era tudo pra mim, e quando me dei conta, percebi que era para todo mundo, por igual. Ainda não entendi por que ele. Nunca tive uma auto estima muito grande, e talvez por isso nunca tenha proposto metas muito altas para mim mesma (não subestimando ninguém, por favor). Trata-se de uma pessoa comum… estudante, engraçado, tímido, longilíneo, desajeitado, pálido, esquisito, bem do jeito que eu gosto. O estranho é que conheço muitos garotos idênticos a ele, mas que não me fazem nem torcer o pescoço para olhar melhor. É simplesmente ridículo quando nos encontramos por acaso… ele me ignora, e eu fico toda sorridente como cara de idiota esperando ele conversar comigo, enquanto ele vai embora sem ao menos olhar para trás. E todas aquelas conversas? E toda aquela gentileza? As vezes (sempre) me sinto iludida pela boa educação. Não estou na idade de me declarar para ninguém, nem perto disso. Acho que algumas coisas ficam mais fáceis de identificar ao ponto que envelhecemos, e por isso não vejo necessidade de exposição. Quando ponho a realidade na mesa vejo ainda mais que é besteira. Depois de tudo o que fiz, se ele tivesse um resquício de interesse, havia tomado alguma atitude. Dei de louca, e descobri seus gostos, e percebi que o problema é definitivamente comigo, não é possível. Agora estou longe, me sentido a pessoa mais fracassada do mundo, me decepcionando igual um menininha de 15 anos, que ridículo. Tantas respostas negativas, tantas vezes que esperei horas por apenas um “oi”. Nunca me senti tão envergonhada na vida. Pra que isso? Sinto em concordar com aquela teoria de que mulher gosta de quem pisa (ou ignora e don’t give a fuck)… talvez as coisas estejam fáceis demais na minha vida, e eu precise de um desafio. Mas justo esse?! Finjo que não me machuco e estou sorrindo no dia seguinte, mas com aquele sentimento de fracasso me destruindo por dentro. Que ridículo! Só queria um buraco para enfiar minha cabeça hoje em dia, só isso. Dane-se as mulheres do topo da árvore, danem-se os video games, danem-se os amigos sem-graça, dane-se a medicina.”





